segunda-feira, 14 de outubro de 2013

passo 4: a práxis

Música Aconselhada: Violeta Parra - Volver a los 17 (http://www.youtube.com/watch?v=2ozG2tjy3QM)

refletir-se sobre um processo
repensar os padrões estabelecidos
conectar-se ao que está adentro
e trazer para perto de si
a medida exata de seus próprios
princípios

Pronto. A ação feita e com inúmeras reações positivas.
Resta agora refletir sobre o que foi feito e analisar minha postura diante de todo o Caminho do Sim!
Vamos lá:

***Liderança***
Tenho capacidade de envolver as pessoas proporcionando que todos  participem e contribuam na solução de questões e/ou na geração de ideias, sem perder o foco no prazo de entrega.

Tenho essa qualidade, porque consegui envolver as pessoas a minha volta de forma rápida e concisa e organizamos o mutirão, mesmo não tendo muitas coisas programadas. Não esperávamos tanta gente, e, de repente, apareceram inúmeras pessoas que queriam trabalhar no mutirão. Havíamos imaginado algo pequeno e que não demorasse muito tempo, mas, com tanta gente nova, precisávamos pensar em algo. Rapidamente, após fazer uma fala de apresentação a todos, reuni as pessoas que aparecem sempre nos mutirões e pensamos num plano para envolver o maior número de pessoas em atividades que precisavam ser feitas. Resolvemos abrir um novo canteiro e utilizar as sementes que muitos haviam trazido para o pic nic de trocas de sementes. Sinto que consegui articular uma resposta rápida e envolver as pessoas para organizar o mutirão de forma que todos conseguiram se envolver e sair de lá com uma sensação gostosa de ter participado de algo que trará um benefício a longo prazo para a cidade.
Nota: 9
***Comunicação e influência***
Tenho capacidade para transmitir minhas ideias e pensamentos, de forma clara, objetiva e convincente em meu discurso e quando necessário consigo mobilizar as pessoas sobre um ideal comum

Tenho parte dessa qualidade, porque consegui fazer uma apresentação bem breve do que estávamos fazendo ali na Horta Comunitária do Centro Cultural São Paulo e de como aquela ação se relacionava com as outras atividades que estavam sendo propostas ali no espaço. Ao mesmo tempo, senti que já consegui ser mais inspirador em minha fala e acho que poderia ter sido mais claro ao apresentar a proposta do mutirão e o que seria necessário fazer. A fala foi um pouco improvisada, pois não esperávamos tanta gente nova aparecendo no mutirão, mas mesmo assim consegui empolgar as pessoas que estavam lá para se engajarem no mutirão.
Nota: 7

***Trabalho em equipe***
Tenho capacidade de interagir com outras pessoas através da troca de experiências e informações; sabendo ouvir, demonstrando interesse.

Tenho essa qualidade, porque consegui articular com o grupo atividades complementares e que dariam conta de envolver todas as pessoas que estavam lá. Dividimos as tarefas e cada pessoa ficou responsável por algo. Alguns foram envolver as crianças para fazerem plaquinhas informativas para a horta, outros iniciaram logo cedo o pic nic de troca de sementes, outros foram plantar e outros ainda foram tirar os matos da horta. As tarefas foram compartilhadas no grupo e divididas entre todos para darmos conta de atender todos aqueles que foram lá para ter uma boa experiência e se envolver com o manejo da horta.
Nota: 9

***Visão estratégica***
Tenho capacidade de implementar ações geradoras de resultados sustentáveis, através da avaliação de riscos, persistência e determinação, mantendo sempre a visão do todo.
Tenho parte dessa qualidade, porque acredito que poderia ter previsto melhor essa atividade antes dela ocorrer. Julguei que não iriam tantas pessoas, quando tinha indícios claros de que iriam aparecer várias pessoas novas ao processo. Acho que poderíamos ter planejado melhor a ação e visto as potencialidades que o dia traria em termos de mobilização de novas pessoas e de traze-las mais para próximo do processo de manutenção da horta. Acho que o mutirão, por estar participando e vinculado a inúmeros outros eventos, merecia um pouco mais de organização e preparo do grupo.
Nota: 6


***Realização***
Tenho capacidade em transformar ideias em ações com rapidez e praticidade, visando os melhores resultados.

Tenho parte dessa qualidade, porque acredito que minha intervenção poderia ter sido melhor elaborada. Precisávamos de mais insumos e mais ações vinculadas à horta. Havíamos discutido algumas ações para esse mutirão que não conseguimos implementar a tempo. Esperava que conseguiria desenvolver melhor as atividades previstas. De qualquer forma, conseguimos fazer inúmeras coisas no mutirão e terminar a tempo de possibilitar a participação das pessoas nas outras atividades do evento.
Nota: 6

***Diversidade***
Tenho meus valores, crenças, mas estou aberto para o desconhecido, assim como respeitar questões religiosas, políticas e econômicas

Tenho essa qualidade, pois consegui envolver um número bastante diverso de pessoas nas ações do mutirão. Haviam várias ações sendo realizadas ao mesmo tempo que envolveram as crianças, os adultos e pessoas mais idosas. Haviam várias pessoas que resolveram se envolver ali na hora, por perceberem que a atividade era divertida e que respeitávamos a presença de todas as pessoas ali. Foi lindo. Havia inúmeras pessoas de todas as classes sociais que compartilhavam o mesmo prazer de plantar na cidade.
Nota: 9

domingo, 13 de outubro de 2013

passo 3: mãos na terra!

Música aconselhada: Zafenate - Agricultura urbana (http://www.youtube.com/watch?v=Q3wmS2JBaxc)

No caminho do sim é preciso fazer jorrar vida desse blog.
Nada melhor do que fazer isso com os amigos, num fim de semana inspirado em mudando para a cidade de São Paulo. Cada vez mais pessoas estão envolvidas nesse fluxo de transformação da cidade para um local melhor, com qualidade de vida para as pessoas e para os demais seres vivos que agonizam por aqui.

Essa jornada começou ontem, dia das crianças, crionças e de Nossa Senhora. Às 9 horas já estava um grupo de pessoas para o tão esperado mutirão.Muita gente nova que nunca havíamos visto por lá. Ficamos até meio desajustados, pois achávamos que iríamos fazer um mutirão pequenino e tornou-se um baita momento. Fiz uma apresentação inicial falando do que era a Horta Comunitária do CCSP e por que estávamos lá. Alguns outros adicionaram que aquele mutirão participava, junto com outros eventos no mundo todo, do SeedFreedom, uma iniciativa da Vandana Shiva, que visa trazer a atenção global para a questão da alimentação e do monopólio das sementes na Semana Mundial de Alimentação. Falei do Movimento Urbano de Agroecologia (MUDA_SP), que estava sendo inaugurado naquele momento e com aquelas pessoas. Logo iniciamos nosso trabalho. Abrimos um canteiro novo e semeamos sementes de milho criolo, abóbora, ervilha azul, mucuna e algumas outras vagens. Demos um trato geral nos canteiros e as crianças fizeram novas plaquinhas para a horta.

Ao mesmo tempo, fizemos um pic nic de trocas de sementes, com algumas surpresas que surgiram por lá. Trouxeram sementes da Áustria, da França (Kokopeli), dos Estados Unidos e de diversos locais do Brasil, que foram dispostas em uma mesa e trocadas com os presentes. O dia foi intenso e divertido, e o mutirão acabou se estendendo até umas 17h. Inúmeras outras atividades rolaram, como feira de troca de brinquedos, oficina de mandala com sementes, um show da dupla Caipira de Reggae, a premiação dos agricultores urbanos e orgânicos de São Paulo e, por fim, aconteceu um jantar promovido pelo grupo austríaco FruitMap.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

passo 3: realizar-se

Música Aconselhada: Rita Ribeiro - D'Oxum (http://www.youtube.com/watch?v=pQcmLhrpMA0)

cada passo que dou
é uma transformação no mundo
é um realizar-se
inteiramente mergulhado
no presente momento.

Minha ação será realizada no Centro Cultural São Paulo (CCSP), um lugar marcado pela extrema diversidade de público e de ações culturais de São Paulo. A imensa arquitetura que traz uma certa frieza e melancolia, é preenchida com atividades tão diversas que explodem em beleza e suavidade. Há um senso estético muito forte lá, desde o silêncio de seus estudiosos jogadores de xadrez à irreverência dos dançarinos de break. O lugar ideal para uma intervenção inusitada.

Já pensei no que fazer. Vou poupar um novo post.

Nesse fim de semana, o CCSP estará repleto de ações. Digo, irá explodir em interatividade com o mais diverso público. Se você acha que bastava os tocadores de música clássica e os amantes do por-do-Sol no terraço, mal pode esperar o que terá por lá.

Curioso(a)?

Gostaria muito de fazer suspense e não contar para vocês só para dar aquele gostinho de ir lá conferir o que irá acontecer. Mas, como a regra do caminho me pede que divulgue, lá vai.

Nesse fim de semana iniciará a X Bienal de Arquitetura em diversos locais de São Paulo. CCSP será um deles. Além dos arquitetos com suas roupas estilosas, será o Dia das Crianças, o dia do sonho e do desvario. Se não bastasse, e aí que entra minha ação, iniciará o Movimento Urbano de Agroecologia, o MUDA_SP. O evento contará com inúmeras atividades e estou apoiando na organização.

Mais especificamente, estou organizando um mutirão na Horta Comunitária do Centro Cultural São Paulo, buscando envolver todos no prazer indescritível que é plantar e se divertir com os outros. Estamos divulgando junto com a programação tanto do MUDA_SP quanto da Bienal e do CCSP. Além disso, às 13h, haverá um incrível pic-nic de troca de mudas e sementes. Tragam suas sementes para trocar e estimular o plantio orgânico de alimentos!

Aproveito a deixa para divulgar toda a programação do MUDA_SP. Participem! Vai ser incrível!

Programação:

Dia 12/10 - Sábado - (Tragam as crianças)

Oficinas; performance; feira de trocas de brinquedos contra o consumismo infantil; premiação dos verdadeiros heróis da alimentação, os pequenos produtores; plantio e manejo na horta do Centro Cultural SP.

09h00 - Mutirão: plantio e manejo na horta orgânica do CCSP – local: Horta comunitária do Jardim Suspenso 23 de maio
10h30 - passeio verde: reconhecendo as árvores da nossa cidade (Árvores Vivas) - local de saída: Horta comunitária do Jardim Suspenso 23 de maio
13h00 - picnic de trocas de sementes e mudas - local: Horta comunitária do Jardim Suspenso 23 de maio
14h00 - oficinas para as crianças: mandalas de sementes + Fashion Roots: criando adereços com a diversidade da natureza (Árvores Vivas) – local: área de convivência/ entrada piso Flávio de Carvalho
14h30 – contação de estórias para crianças – local: Horta comunitária do Jardim Suspenso 23 de maio
15h00 - feira de troca de brinquedos - local: área de convivência/ entrada piso Flávio de Carvalho
16h00 - show Dupla Caipira de Reggae - local: área de convivência/ entrada piso Flávio de Carvalho
17h00 - premiação dos agricultores - Pacto Mundial Consciente Brasil - local: área de convivência/ entrada piso Flávio de Carvalho
18h00 - "design your free local menu" - cozinha experimental colaborativa grupo "Fruitmap" (Áustria) em parceria com Hortelões Urbanos, Come-se e Árvores Vivas – local: Jardim Suspenso

Dia 13/10 - Domingo
local: Horta comunitária do Jardim Suspenso 23 de maio

Oficinas do Ciclo Completo da Alimentação: do trato do solo ao cultivo, da colheita ao preparo de alimentos saudáveis e o re-uso dos resíduos orgânicos para o enriquecimento o solo.

10h00 - Re-conhecendo o que nos nutre - Oficina: Pesto de Capuchinha e Suco verde
10h45 – Nutrindo a si e ao planeta – Oficina: Culinária viva com Revolução da Colher
11h30 - Alimentação saudável e saborosa - Oficina: Culinária e Saúde, Ana Tomazoni do Slowfood
12h30 - Degustação - Lanche coletivo na horta do Ciclista (canteiro central da av. paulista próximo à Rua da Consolação)
15h00- Cultivando alimentos e plantas medicinais: Oficina de plantio caseiro, sem veneno e com arte
16h30 - Nutrindo o solo para que nos dê bons frutos: Oficina de compostagem doméstica
18h00 - Bate-papo: Grupos de Consumo com ComerAtivaMente

Dia 15/10 - Terça-feira
Local: sala de debates
13h30 – O solo (palestras de 20 minutos)

- Secretaria de Serviços da prefeitura com projeto Ciclo Vida
- Morada da Floresta com projeto das composteiras domésticas
- Resíduos Sólidos Orgânicos, seus impactos ambientais e possíveis soluções– Samuel do Instituto Vitae Civilis
- O solo Biodinâmico com Joyce do IBD
- Experiência de compostagem e cultivo no shopping Eldorado
 

15h10 – Debate
16h00 – intervalo
16h30 – O cultivo (palestras de 20 minutos)

- COPERAPAS e o plantio nas áreas de preservação do município com Geraldino ( presidente )
- Plantando e gerando renda na zona leste – Seu Genival do projeto Cidade sem Fome
- Mokiti Okada e seu sistema de cultivo
- MST e assentamentos agroecológicos
- Hortelões Urbanos, escolas estufa e hortas na praças com Claudia Visoni
 

 18h10 – Debate
19h00 – Cinema: Exibição do documentário Ciclovida: Lifecycle

Dia 16/10 - Quarta-feira - Dia Mundial da Alimentação e Segurança Alimentar
Local: sala de debates


9h00 - Ato na Câmara Municipal pela Segurança Alimentar
13h30 - O Alimento (palestras 20 minutos)

- COMUSAN - Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional
- Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
- Revolução da Colher – Ativismo pela paz no prato
- Slowfood – Saberes e sabores de nossa cultura
- HSI - Criação de Animais e Ética
- Novo guia alimentar
- FSP-USP – Agroecologia e promoção da saúde
- Dr Alberto Gonzales, o Ciclobiogênico e a saúde alimentar e planetária

16h30 – roda de conversa
17h30 – debate e carta final do encontro
19h00 - coquetel de encerramento

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

passo 2 - o caminho da abundância

Música Aconselhada: Hang Massive - Once again (http://www.youtube.com/watch?v=xk3BvNLeNgw)

reconhecer a abundância ao redor
vivenciar a plenitude do presente
integrar-se inteiramente
ao fluxo dos acontecimentos
cada ser a cada passo
o que deixa em seu rastro?

Desde que me tornei vegetariano, lá em 2004, já trilho um caminho desafiador de redução do meu impacto no mundo. O que antes era um banho rápido, logo tornou-se boicote à empresas poluidoras e usurpadoras de recursos. Há momentos de determinação e firmeza, em que reflito e tomo atitudes radicais para reduzir meu impacto. Há momentos mais flexíveis, em que me permito algumas escolhas conscientes da pegada que deixo atrás de mim. Observo sempre a procedência dos produtos que consumo, assim como seus ingredientes. Nessa jornada, já deixei de lado muitos industrializados que há tempos não sinto o gosto: refrigerante, sucos artificiais, bolachas e miojos.

Mas sigamos adiante com o que me proponho, não apenas nessa semana, mas a partir desse momento. Há inúmeros hábitos que venho querendo adotar em minha vida e acho que o caminho do SIM será a oportunidade perfeita para isso. Vamos lá.



1.     Transporte

Atualmente, já utilizo o transporte de forma multi-modal, com o carro, a bicicleta, os pés e o ônibus. Pedalo, pelo menos, 2 vezes na semana para ir ao trabalho e fazer outras atividades. Nos outros 3 dias úteis, acabo ou indo de carro ou a pé, dependendo das minhas ações diárias. Se minha atividade depois do trabalho é perto de algum metrô, acabo indo a pé para facilitar a logística depois. Se volto para casa, acabo indo de carro. Não nego que há algumas vezes em que sinto preguiça e vou de carro, e é justamente sobre essas que pretendo atuar. Quero chegar em uma meta de ir, pelo menos, 4 vezes por semana de bicicleta ou a pé para o trabalho. Além disso, pretendo utilizar mais a bicicleta e os pés nos fins de semana, onde acabo muitas vezes me rendendo ao carro. Sempre que pedalo, ocupo a rua, respeitando as leis de trânsito e as orientações para ciclistas. Acredito que essa é uma forma de contribuir para a cultura da bicicleta em São Paulo. O risco que aceito tomar é uma forma de contribuir para que cada vez mais haja ciclistas na vias da cidade e que as pessoas se sintam seguras para optar esse modo de transporte.

2.     Alimentação


Desde que trabalho com agricultura urbana e orgânica,  me aperta o peito não me organizar para comprar orgânicos. É uma pulga atrás da orelha e que precisava resolver de uma vez por todas. E, pronto, está feito. Hoje mesmo fiz o meu primeiro pedido de cesta orgânica no Sítio A Boa Terra (http://www.aboaterra.com.br/), um dos mais antigos fornecedores de cestas orgânicas no país. A cesta chegará terça-feira na minha casa e, a partir daí, pretendo abolir a compra em feiras convencionais. Em casa, eu já costumava preferir a compra em feiras livres do que em mercados, pois beneficia um pouco mais diretamente (mas nem sempre!) o agricultor. Mas agora, parti para o orgânico de vez. Além disso, pretendo ser mais ativo ainda na Horta do Centro Cultura São Paulo, que cuido com uma série de entusiastas da agricultura urbana. O solo não é bom e a produtividade não é tão boa, mas acredito que, se me dedicar mais a cuidar da horta, tenho a possibilidade de incrementar a produção e ampliar meu usufruto diário de verduras que eu mesmo cultivei. Preciso de mais disciplina e organização pra isso, e pretendo, a partir de agora, ter mais essa determinação. Já atuo fortemente para implantar mais e mais hortas urbanas na cidade de São Paulo, o que acredito que será uma solução para o abastecimento da cidade, geração de renda e recuperação do espaço urbano e peri-urbano degradado.

3.     Energia


Bom, aí vem uma questão delicada. É bem difícil querer modificar a matriz energética de casa, pois moro em apartamento e não consigo implantar aqui um sistema de aquecimento solar da água do chuveiro no momento. Apagar as luzes com frequência, fazer coisas no escuro e com poucas luzes acesas já é mote para mim há um tempo e não acredito que consiga diminuir mais do que já faço. Já abasteço meu carro sempre com álcool ao invés de gasolina, justamente para diminuir o impacto ambiental gerado por gases do efeito estufa e o impacto da extração do petróleo. Faço manutenção regular no meu carro para evitar mal funcionamento e desperdícios e busco dirigir de forma defensiva e sem pisar fundo no acelerador, o que diminui o gasto de combustível também. Enfim, não visualizo muito bem como posso diminuir minha pegada energética no momento, a não ser pela redução no consumo (conforme o tópico abaixo) e pelo consumo de produtos que sejam produzidos o mais próximo possível de São Paulo.

4.     Consumo pessoal


Outra questão que veio muito bem a calhar no momento. Uma das juras de fim de ano que fiz para esse ano foi justamente viver com menos. Não comprarei nada novo sem me desapegar de algo velho. Isso significa uma limpeza geral no armário, desapego e doação de roupas, número constante (se não menor) de livros (se um entra, outro sai), desapego, desapego, desapego. Quero menos, pois sei que não preciso de tanto para viver. As épocas em que fui mais feliz foram justamente durante minhas viagens, onde tudo que tinha era uma mochila. Quero ter coisas em uma escala humana: a quantidade de livros que eu consiga de fato ler (já deu para perceber que sou bem consumista de livros), itens que eu use no dia a dia e que não fiquem mais de 3 meses guardados numa gaveta. Preciso me desvencilhar da mania de colecionador que tenho e acho que esse é um momento ótimo para fazer isso. Já marquei com o pessoal do trabalho para fazermos uma feira de trocas no dia 25/10, onde pretendo mais doar do que trocar coisas que não uso mais. Nesse mês, pretendo sentar em meu quarto e separar o máximo de coisas que conseguir para doação, sem medo nem apego das coisas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

passo 1: visão apreciativa

Música Aconselhada: Itamar Assumpção - Prezadíssimos ouvintes (http://www.youtube.com/watch?v=bMdaxDC4oH0) 


um olhar para dentro do que me move e de como me movo no que faço.


***Liderança***
Tenho capacidade de envolver as pessoas proporcionando que todos  participem e contribuam na solução de questões e/ou na geração de ideias, sem perder o foco no prazo de entrega.

Tenho essa qualidade, porque desenvolvo ações que são impulsionadas e suportadas por uma comunidade maior. Sinto que represento um coletivo maior e que as pessoas me veem como um agitador, animador, entusiasta e organizador de alguma causa. Um exemplo bom disso é a mobilização que tenho feito para envolver as pessoas nas Escolas Estufa, um programa lançado pela Prefeitura de São Paulo na gestão passada e que estava abandonado. Tenho articulado com os responsáveis na Prefeitura para que as estruturas das Escolas Estufa sejam abertas e ocupadas pela comunidade, afim de criar um processo contínuo de envolvimento comunitário pela segurança alimentar e nutricional. Sinto que sei envolver as pessoas para um causa e sei representá-las perante o poder público e demais parceiros. Além disso, posso fazer isso, pois tenho organização e certa visão estratégica dos processos que muitos que estão no movimento não tem. E quero fazer isso com força e devoção, pois tenho esse sonho meio besta de ver a cidade de São Paulo florescer literalmente, com hortas urbanas e uma comunidade educadora e cuidadora a cada quarteirão.
Nota: 9

***Comunicação e influência***
Tenho capacidade para transmitir minhas ideias e pensamentos, de forma clara, objetiva e convincente em meu discurso e quando necessário consigo mobilizar as pessoas sobre um ideal comum



Tenho parte dessa qualidade, porque consigo me comunicar bem e influenciar os outros com clareza em relação ao que está sendo discutido. Digo em parte, pois sinto que tinha nos tempos de faculdade maior força em meu discurso. Estou em uma fase bastante prática da minha vida e sinto que não tenho dado a devida importância para o poder do discurso. No entanto, me comunico com clareza e sinto que influencio as pessoas devido à minha capacidade de síntese e organização. Nos encontros da Frente Parlamentar da Agroecologia e Produção Orgânica, percebo que sou sempre a voz que traz o grupo de volta ao chão e à necessidade de foco, demonstrando os acordos que já foram feitos e a necessidade de se ir adiante. Muitos se perdem nos discursos e não conseguem enxergar os passos necessários para desenvolver as ações que nos levam ao sonho que está sendo compartilhado nesses espaços de decisão. Para isso, sei que tenho esse poder de clareza em meio à uma discussão acalorada, podendo ajudar na mediação de conflitos e na definição de um rumo coletivo. Quero fazer essa mediação, pois sinto que muito se perde em discussões vazias, quando se poderia construir de forma coletiva os passos que nos levariam adiante.
Nota: 7

***Trabalho em equipe***
Tenho capacidade de interagir com outras pessoas através da troca de experiências e informações; sabendo ouvir, demonstrando interesse.

Tenho essa qualidade, porque não acredito que se possa construir um mundo melhor sozinho. Não há ser que possua todas as habilidades necessárias para a transformação e acho que essa é a maior jóia da humanidade: a cooperação para a construção de comunidades. Como experiência, posso citar quando fui presidente do Centro Acadêmico de Gestão Ambiental (CAGeA), em que muitos dos companheiros que estavam na chapa acreditavam que eu seria radical nas propostas e não deixaria eles trabalharem da forma que acreditassem. No final da gestão, fizemos uma avaliação e minha atuação foi muito elogiada por todos justamente por que falaram que eu respeitei o trabalho de todos que estavam ali e soube coordenar as ações e trabalhar com todos de forma bem orgânica e participativa. Lidar com o outro é sempre um desafio, mas acredito que sei fazer isso com bastante gosto e tenho a habilidade para fazê-lo. Nos meus trabalhos, na verdade, busco o trabalho sempre em equipe. Além de ser mais gostoso e divertido, trabalhar com os outros confronta nosso ponto de vista e nos faz ver as coisas com outra perspectiva.
Nota: 8

***Visão estratégica***
Tenho capacidade de implementar ações geradoras de resultados sustentáveis, através da avaliação de riscos, persistência e determinação, mantendo sempre a visão do todo.




Tenho essa qualidade, porque consigo ter uma noção do todo e olhar as ações de forma integrada a outras que seguem na mesma direção. Me envolvo em muitas instâncias políticas onde aprendo muito a ter essa visão estratégica, enxergar possibilidades de ação e ter sabedoria para saber quando determinada ideia chegou no seu momento de florescer. Atuando nos Hortelões Urbanos, isso tem se tornado cada vez mais claro para mim, pois nosso principal objetivo é abrir os caminhos para que novas hortas floresçam e que a agricultura na cidade de São Paulo tenha seu espaço respeitado e valorizado. Não é apenas implantar uma horta, mas influenciar na revisão do Plano Diretor da cidade, buscar legislações existentes sobre o tema, articular estratégias com atores políticos, envolver as pessoas com a manutenção da horta e, além disso, estudar para saber como coletar as sementes de um alface, como montar um sistema de irrigação e por aí vai. Requer uma mente atenta ao que ocorre não só na horta, mas ao redor dela, buscando ações oportunas para trazer o assunto à tona e pautar as políticas públicas a respeito. Acredito que sei fazer isso e que tenho em mim essa mandinga necessária relacionada à visão estratégica das ações que faço.
Nota: 8


***Realização***
Tenho capacidade em transformar ideias em ações com rapidez e praticidade, visando os melhores resultados.

Tenho parte dessa qualidade, porque realizo as ações com praticidade, mas desenvolvo muitas ações ao mesmo tempo. A gente gosta de abraçar o mundo com as duas mãos e o coração aberto e eu, como bom ariano, faço isso o tempo todo. Isso me faz, por exemplo, conseguir desenvolver os passos do caminho do SIM apenas às 23h, tendo que trabalhar cedo no dia seguinte. Mas, como disse anteriormente, estou em um momento bastante prático da minha vida. Não estou muito para discutir contextos e conjunturas, mas mais para saber como o contexto me possibilita uma prática mais efetiva. Uma práxis um pouco desbalanceada com mais prática que ponderação, mas que tem me feito aprender demais. Novamente cito os Hortelões urbanos, pois lá as ideias tem sido feitas com bastante praticidade. Queremos fazer um picnic de trocas de mudas? Foi já decidimos datas e começamos a falar com as pessoas. Simples e direto assim. Dessa forma surgiram as hortas e toda a beleza que esse movimento traz para a cidade. Tenho certo conhecimento para colocar minhas ideias em práticas (apesar de achar muitas vezes que me falta um 'algo mais' para as coisas deslancharem) e quero mais é realizar e transformar, sem muito medo de ser feliz.

Nota: 7

***Diversidade***
Tenho meus valores, crenças, mas estou aberto para o desconhecido, assim como respeitar questões religiosas, políticas e econômicas

Tenho essa qualidade, pois quero mais é tudo junto e misturado e quanto mais diversidade melhor. Me cansa lidar sempre com as mesmas pessoas, pois gosto da fluidez de ideias, crenças e modos de vida. Gosto de ver as gentes e interagir com elas, ouvir histórias e contar a minha e, principalmente, dar a mão para quem quer que seja que queira estar comigo em meu caminho. Um exemplo disso é meu trabalho atual, no Instituto 5 Elementos, onde tive que morar em Mineiros, Goiás, durante 1 ano e meio e coordenar uma equipe de lá. São pessoas totalmente diferentes do meu modo de vida, paulistano que sou, e que vivem uma outra realidade. Foi preciso muita escuta e coração aberto para entender o tempo das coisas por lá e como que eu devia atuar para lidar com uma cultura diferente da minha. Diferentes perspectivas com as quais tive muito prazer em confrontar com as minhas. Sei lidar muito bem com o outro e aceitá-lo como parte de mim e tenho habilidade para estimular a participação das pessoas independente da sua origem e condição social.
Nota: 9

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Olá, doce desconhecido/a. Sou o André. Sim, aquele da foto acima, plantando alimentos pela cidade de São Paulo. É um tanto difícil falar de si assim abertamente. Há tantas vivências, lugares que vi, engrandecimentos pelos quais passei, angústias, medos e tormentas, qualidades e defeitos que apenas eu saberei ao longo de vida. E, cá estou, na expectativa de me apresentar de uma forma satisfatória. Afinal, o que vale ser contado da minha vida, sob meu ponto de vista?

Acho que posso começar com algo mais geral. Nasci em São Paulo. Sou Ariano, ascendente Touro, risonho, otimista, iniciador e idealizador de loucuras. Gosto de organizar coisas, praticidade e objetividade, mas não nego meus devaneios, minhas filosofias muitas vezes descabidas e minha reflexão constante sobre os rumos da minha vida, da vida no planeta e do orbitar dos planetas. Sou excêntrico e espontâneo, gosto de fazer os outros rirem das bobagens alheias e, muitas vezes, das suas próprias e imperceptíveis bobagens.

Tenho gosto pelo novo e pelo inovador. Repenso cotidianamente a estrutura da sociedade e faço cenários (im)possíveis na minha cabeça: como seria uma cidade com um sistema multimodal de mobilidade urbana implantado? e se cada cidadão produzisse seu próprio alimento nas lajes e varandas dos apartamentos? como seria a saúde das pessoas se um agricultor tivesse o mesmo mérito e símbolo social que um médico?

Gosto de um bom papo. Coisas triviais, besteiras jogadas ao vento, e profundidades secretas, mistérios e alquimias.Gosto de caminhar com aqueles que sabem das coisas secretas da vida, que sentem os cheiros das flores e que me perguntam sobre minha flor favorita antes de saber minha formação profissional.

Faço poesia, tiro fotos, componho poucas músicas com o que me resta de melodia e gosto de massagear e tocar os outros. Gosto muito de dançar e o faço com liberdade, como se fosse meus últimos passos na terra, ou como se dançasse com a morte, como diria Don Juan nos livros de Castaneda.

Já me envolvi com inúmeros grupos ativistas e de intervenção social. Tenho muito gosto por isso e acho que é o que mais me encanta na transformação do mundo: a criatividade e coragem das pessoas. Participei do grupo Food Not Bombs, que cozinha para moradores de rua e passantes com restos de alimentos doados que iriam para o lixo. Representei a finada Coordenadoria de Educação Ambiental da Sec. de Educação do estado da Bahia em um manifesto no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (http://www.youtube.com/watch?v=eK0Cyyed2Co). Como o fantasma da Secretaria de Saúde, entreguei o presente da transparência para o Secretário do Meio Ambiente de SP, Bruno Covas, em reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA).
Atualmente, atuo na rede Hortelões Urbanos, um grupo de articulação para a implantação de hortas comunitárias e promoção da alimentação saudável na cidade de São Paulo. Cuido da Horta do Centro Cultural São Paulo (CCSP), mas ajudo na articulação de toda a rede e suas ações. Promovemos ações de aprendizagem coletiva na rua, como o ciclo de oficinas que ocorreram na Virada Sustentável em 2013, tendo oficinas de Orquídeas, Irrigação, Compostagem, Plantio em Vasos e Plantas Ruderais em plena Avenida Paulista. Na Virada, pude entrar em contato com dezenas de coletivos que têm buscado transformar a vida na cidade de São Paulo, promovendo a ocupação do espaço público e gerando soluções criativas e inovadoras para solucionar problemas do município.

Trabalho atualmente no Instituto 5 Elementos, facilitando um processo de desenvolvimento local sustentável em 4 municípios do Centro Oeste, uma experiência única que me possibilitou aprender muito sobre processos participativos, gestão comunitária de projetos e envolvimento comunitário e geral. Além disso, com uma paixão tremenda pela área de agricultura familiar e urbana, tenho me envolvido na construção de políticas públicas para o tema na cidade e no estado de São Paulo. Participo da organização da Plataforma de Apoio à Agricultura Orgânica da cidade de São Paulo (http://www.5elementos.org.br/site/index.php/programas/programa-materiais-educativos/publicacoes/nossas-publicacoes/2013-plataforma-de-apoio-a-agricultura-organica-na-cidade-de-sao-paulo/) e sou membro da coordenação geral da Frente Parlamentar de Agroecologia e Produção Orgânica do Estado de São Paulo. Sou membro da rede de Articulação Paulista de Agroecologia (Rede APA) e desde a faculdade tenho atuado com o tema de agroecologia.

"Cultivar o seu próprio alimento é igual a imprimir o seu próprio dinheiro." — Ron Finley

São muitos os sonhos e desejos para compartilhar aqui. De antemão, posso mencionar um sonho muito vivo em mim no momento que é fazer com que cada cidadão do Brasil tenha a possibilidade de cultivar seu próprio alimento. Há algo de revolucionário nisso. O dia em que isso for possível, e for claro para as pessoas o potencial criador de se relacionar de forma próxima com seu próprio alimento, acredito que haverá uma revolução arrebatadora em todos os aspectos da humanidade. Cultivar o alimento é atuar sob o prisma do paradigma do cuidado, da cooperação, dos ciclos vivos e do compartilhamento de recursos. Sonho que isso aconteça um dia e que as pessoas sejam livres das multinacionais que controlam as sementes, das indústrias químicas que envenenam nossa comida e nossos rios e das amarras publicitárias em que muitas vezes somos presos e levados a consumir produtos de baixo valor nutricional. Para mim, isso é promover diretamente a qualidade de vida de uma comunidade.

Por isso quero participar do Programa Jovens Talentos da Arymax. Trilhando o Caminho do Sim, creio que posso me capacitar e aprimorar minhas habilidades para enxergar como consigo ganhar escala em minhas ações e promover uma mudança mais profunda na sociedade. Não estarei satisfeito enquanto não ver as pessoas se alimentando de comidas saudáveis e cuidando da terra e de sua comunidade.
quanto de vida há num passo?
quantas estórias cabe num abraço?
quantas trajetórias caminham ao seu lado?

Escolhi o caminho do SIM como se escolhe um amante. E assim quero caminhar.
Bem vindo/a ao meu blog. Sinta-se em casa e compartilhe comigo essa jornada.